domingo, 10 de outubro de 2010

A IMPORTANCIA DE UM BOM BALNEÁRIO

Todos nós muitas vezes ouvimos ou lemos que determinada equipa tem um bom balneário e que esse facto foi importante no êxito dessa equipa, como em todos os trabalhos, seja futebol ou outro, as relações inter-pessoais são extremamente importantes para atingir os objectivos pretendidos.
Como jogador conheci muitos balneários, uns de grande amizade, outros nem por isso e outros onde apenas se estava para equipar, tomar o duche e ir embora.
O que se passa dentro do balneário, é talvez tanto ou mais importante do que os aspectos técnicos e tácticos que condicionam e determinam o rumo de cada jogo.
O balneário é a nossa segunda casa, onde se constrói cumplicidade de atletas que lutam desportivamente pelo mesmo lugar, onde se constrói muitas amizades, onde repartimos as nossas alegrias, as nossas tristezas, onde existem conversas feias também, no fundo o balneário é ou pelo menos deve ser um local sagrado onde tudo o que é dito morre ali entre nós.
Começa no balneário a coesão da equipa, é la que se faz a nossa higiene psicológica, a relação dentro do balneário é tão importante como o que se faz física e tacticamente dentro de campo, ter um bom balneário é 80% de conseguir bons resultados dentro do campo.
Conviver com personalidades de carácter diferente nem sempre é fácil, dai a importancia que devemos dar ao aspecto humano do atleta que chega de novo ao clube, não considero so a parte técnica-táctica do atleta, outro dos aspectos muito importantes na criação de um bom balneário, é o respeito pelas regras existentes que devem ser cumpridas por todos sem exepcção porque num balneário ninguém gosta de sentir que é tratado de maneira diferente.
Um bom balneário, unido, todos a lutar pelo mesmo objectivo, conseguem por vezes diversos milagres, nunca me esqueço do exemplo do treinador francês Aimé Jacquet, quando decidiu excluir da sua selecção um dos mais extraordinários futebolistas franceses de sempre Eric Cantona. Mas Cantona era tão "temperamental" e "conflituoso" que não se encaixava, nem no modelo de jogo, nem no "espírito de equipa" que Aimé Jacquet queria incutir na selecção. E ele disse-o. Foi muito criticado por isso. Acusaram-no de não perceber nada de bola. Houve mesmo quem, com insuportável "snobismo", dissesse que Aimé Jacquet era um "saloio", por ir vestido de fato de treino para o banco durante os jogos. Foi campeão do Mundo.
«DO MESMO MODO QUE A UNIÃO FAZ A FORÇA, A DISCÓRDIA LEVA A UMA RÁPIDA DERROTA, A UNIÃO DE TODOS É SEMPRE O MAIS IMPORTANTE»

Conselhos úteis para um treinador de Futsal - 2ª Parte

- No que respeita à equipa técnica, ela é isso mesmo, uma “equipa”. É fundamental que todos se sintam úteis e responsáveis pelo desempenho da equipa. Grande espírito de colaboração. Apesar de definirmos tarefas, todos devemos estar aptos e disponíveis para o que for necessário. Todos têm de saber tudo e de tudo.

- Nunca digam, em relação à vossa equipa: “Eu ganhei, nós empatámos, eles perderam”.

- Devemos estar sempre disponíveis para aprender com os outros.

- O vosso trabalho deverá sempre obedecer a objectivos perfeitamente definidos (“Para onde caminhamos se não existem objectivos ?”).

- Tenham sempre presente a diferença que existe entre ir treinar e ir para o treino.

- Nunca misturem amizade com trabalho.

- Tenham sempre presente e façam-no sentir a quem os rodeia que as funções de um treinador não se esgotam no campo.

- Tenham sempre presente que “joga-se como se treina”.

- Lembrem-se que o desporto forma o carácter e prepara para a vida.

- Aprender cedo é aprender para a vida.

- Se queremos continuar a ensinar temos de continuar a aprender.

- O mais difícil não é conseguir o que se quer, é querer depois de se ter conseguido.

Conselhos úteis para um treinador de Futsal - 1ª Parte

- Dificilmente teremos uma equipa evoluída táctica e estrategicamente sem jogadores evoluídos tecnicamente.

- Deve-se treinar, em todos os treinos, o pé menos hábil, assim como outras debilidades dos jogadores, não deixando de potenciar as suas qualidades.

- Deve-se treinar, assiduamente, em espaços reduzidos.

- Deve-se treinar, assiduamente, a visão periférica.

- Deve-se treinar, em todos os treinos, a 3, 2 e/ou 1 toques.

- Devem-se treinar, em todos os treinos, multi-passes e multi-recepções.

- Devem-se treinar, insistentemente, as acções defensivas e ofensivas (criar rotinas). No entanto, a tónica do ensino do jogo deverá ser posta na compreensão do próprio jogo e não na obrigação de se treinarem rotinas de jogo até se acertar.

- É fundamental compreender o jogo, associar todos os seus factores e saber comunicar.

- Ter sempre presente que o jogo é movimento.

- Não chega ter a bola. Temos de saber o que fazer com ela.

- No relacionamento diário com todos os jogadores deve existir uma grande cumplicidade e, palavra-chave, respeito. Devemos manter a distância necessária ao exercício das nossas funções mas, ao mesmo tempo, fazê-los sentir que, quando precisam de nós, estamos sempre disponíveis.

Métodos de Jogo Defensivo: À Zona

Vantagens
Favorece o contra-ataque.
O jogador com bola está constantemente vigiado.
Facilita as compensações.
Reduz o número de faltas da equipa.
Facilita as coberturas.

Desvantagens
Se o adversário movimenta a bola rapidamente, é difícil tapar todos os espaços.
A entrada de 2 jogadores pela mesma zona pode criar muitos problemas.
A primeira linha defensiva tem um grande desgaste físico.
É difícil defender muito longe da baliza.

Métodos de Jogo Defensivo: Individual

Vantagens
Cada jogador é responsável por um adversário.
É de fácil assimilação.
Adapta-se a qualquer táctica adversária.
Estimula os jogadores e ajuda-os a desenvolver as suas aptidões.
Permite pressionar o adversário em qualquer zona do campo.


Desvantagens
É necessária uma excelente condição física.
Os jogadores têm de estar concentrados durante todo o tempo de jogo.
Não existem coberturas defensivas.

Métodos de Jogo Defensivo: Misto

Vantagens
Oferece excelente segurança defensiva.
Não é fácil o adversário criar superioridade numérica.
Permite trocas/compensações constantes.


Desvantagens
Requer a leitura constante das situações de jogo, assim como a antecipação das acções dos adversários.
Necessidade de um grande espírito de solidariedade e alto grau de responsabilidade individual.
O defensor joga, por vezes, em zonas a que está menos habituado

Categoria Esquemas

Corredores de Marcação

Corredor Esquerdo, Direito e Central

Linhas Defensivas




Neste caso existem 3 linhas defensivas, a 1ª com um atleta a 2ª com dois atletas e a 3ª com um atleta (da esquerda para a direita, sentido oposto ao do ataque).

Métodos de Jogo Ofensivo (Ataque Posicional): 2:2

Vantagens
-Pode ser uma vantagem se dispusermos de jogadores de grande habilidade e de muita segurança quando de posse da bola, os quais realizam situações 1 x 1 , criando superioridade numérica.
-Se a equipa adversária defende recuada podemos criar situações para remates exteriores, com muitas probabilidades de êxito.
-Se nos encontramos numa situação de superioridade numérica, por expulsão de um atleta adversário (4 x 3).

Desvantagens
-Falta de espaços livres na zona de finalização (em cada deslocamento que efectuamos implica arrastar um adversário).
-Só temos um companheiro como apoio. Se o adversário fecha a linha de passe para aquele nosso companheiro, obriga-nos a efectuar 1 x 1 como último homem.
-Quando passamos a bola aos nossos companheiros mais adiantados, os adversários podem antecipar-se, favorecendo o contra-ataque.
-Pouca mobilidade.

Métodos de Jogo Ofensivo (Ataque posicional): 4:0

Desvantagens

-Na falta de um pivô que recepcione e passe com qualidade, torna-se difícil ter sucesso.
-Se a equipa adversária fechar as linhas de passe para o pivôt, com eficácia, torna-se igualmente difícil ter sucesso.

Vantagens

-Quando a nossa equipa é pressionada ou a equipa adversária sobe a sua defesa, podemos ganhar as suas costas e ficar em condições óptimas de finalizar com êxito, através de movimentos rápidos e pré-definidos.
-É mais fácil criar espaços livres.
-Deixamos a equipa adversária sem coberturas defensivas ou, se essas coberturas são efectuadas, ficamos sempre com um companheiro livre para nos servir de apoio.
-Se a equipa adversária utilizar marcação individual, obrigamo-la a um grande desgaste físico.

O jogar em 3x1 em Futsal

Vantagens
-Dispomos sempre de 2 apoios.
-Se a equipa adversária intercepta o passe para o pivô, temos 2/3 jogadores para obstar ao contra-ataque.
-Na zona de finalização dispomos de espaços livres.
-Nas rotações, temos possibilidade de ganhar as costas à equipa adversária.
-Pode ser sempre utilizado, independentemente do método defensivo adoptado pela equipa adversária.
-Tendo mais apoios, controla-se melhor o tempo de jogo.
Desvantagens
-Na falta de um pivôt que recepcione e passe com qualidade, torna-se difícil ter sucesso.
-Se a equipa adversária fechar as linhas de passe para o pivôt, com eficácia, torna-se igualmente difícil ter sucesso.

Treino de Guarda Redes

Treino de Guarda Redes



FUNDAMENTOS TÉCNICOS

Estes fundamentos são a base, para o qual todos os exercicios devem ser programados, incutindo no guarda redes cada vez mais a noção de baliza e complementando-o com o maximo de trabalho fisico ( agilidade, velocidade, força... Algo que falaremos mais á frente), para que a sua evoluçao seja rapida e gradual.

POSICIONAMENTO

É o fundamento básico para o guarda-redes, pois facilitará muito a defesa dos remates adversários. O posicionamento deve ser com os pés afastados na linha dos ombros, mantendo-os sobre uma bissectriz de um triângulo imaginário traçado a partir da bola até os postes da baliza. Em relação à baliza, deve ficar um pouco à frente da linha de baliza, com os braços levemente flexionados e as mãos um pouco abaixo da linha de cintura, mantendo a posição básica de uma forma confortável, que lhe permita uma melhor concentração e facilite a sua velocidade de reacção. Um bom posicionamento é importante para facilitar a defesa, pois um bom guarda-redes não é aquele que faz quedas aparatosas mas sim aquele que realiza o menor esforço para realizar uma defesa. O posicionamento divide-se em frontal e lateral de acordo com a posição da bola.


DESLOCAMENTO

Partindo da posição básica, o guarda-redes desloca-se lateralmente sem cruzar os pés e sem encostar um pé no outro. Numa situação próxima de defesa, o deslocamento deve ser feito na ponta dos pés, facilitando o desequilíbrio do corpo para uma acção de defesa. A impulsão para o deslocamento é feita com a perna contrária ao deslocamento e em relação à baliza, deve descrever um trajecto de semicírculo entre um poste e outro. O deslocamento pode ser realizado de forma simples, lateral ou em saltitos na posição básica, dependendo da situação em que a acção se desenvolver.


DEFESAS

As defesas de bola são divididas em três tipos, sendo classificadas de acordo com a altura que a bola chega ao guarda-redes. Nas defesas, ambas as mãos devem receber a bola e, em todas situações, o contacto deve ser feito com a palma da mão, usando os dedos para comprimir a bola para que esta não escape. Após qualquer defesa, leva-se a bola junto ao corpo para maior segurança em relação ao seu controle. Defesa Alta: Esta deve ser realizada quando a bola vai da linha do peito para cima. A bola deve ser recebida com as mãos e os braços em forma de triângulo e, após a recepção, deve ser levada junto ao peito para melhor protecção, sendo isto realizado com um dos pés atrás, para aumentar a base de equilíbrio do corpo. Defesa Média: Nesta defesa os braços ficam flectidos junto ao corpo e as mãos posicionam-se na linha da cintura, em forma de concha, com a palma da mão voltada para cima e os dedos a apontar para baixo. Após a recepção, o guarda-redes deve proteger a bola junto ao abdómen e uma das pernas deve de ir para trás aumentando a base de equilíbrio do corpo. Defesa Baixa: Nesta defesa, o guarda-redes deve flexionar as pernas encostando um dos joelhos ao chão. O joelho que vai ao chão tem sempre como referência a posição do remate, sendo que as mãos devem receber a bola em forma de concha, com o tronco levemente flexionado e posicionadas à frente da perna que realizou a flexão, com o joelho no chão. Em relação à posição dos remates, estas defesas podem ser classificadas como frontais e laterais, onde se leva em consideração a posição do joelho que vai ao solo para execução de uma defesa mais segura.


QUEDA

Este fundamento é realizado com o desequilíbrio lateral do corpo em direcção à bola, proporcionado pela flexão da perna do lado da queda e a impulsão da perna contrária. O contacto com o solo deve ser feito pela parte lateral da coxa flectida e pelo tronco. O guarda-redes deve evitar o choque das articulações dos joelhos, quadril e cotovelos contra o solo. Para evitar que isto aconteça é importante que se siga uma sequência de aprendizagem de queda, começando pela execução de exercícios partindo da posição de sentado, de joelhos, agachado e depois da posição em pé. Podemos considerar como queda a defesa baixa, quando realizada em queda e na posição de barreirista, com uma perna em extensão e a outra em flexão com apoio do joelho ao solo.


REPOSIÇAO

Podemos classificar a reposição como curta e longa. A reposição curta é feita através de um movimento de flexão das pernas, com o lançamento da bola feito através de um movimento de braços, partindo de baixo e a bola descrevendo a trajectória pelo chão, para movimentos realizados para pequenas distâncias. A reposição longa é feita através de um passe de ombros, semelhante ao do realizado no andebol. O uso da quebra de punhos e da finta de corpo é muito importante para o guarda-redes, pois permitirá fintar o adversário no momento da reposição, dificultando a acção defensiva dos adversários.


SAÍDAS DE BALIZA

A saída de baliza é uma situação constante e deve ser rápida e sem hesitação, tendo como objectivo tirar o espaço de remate do adversário. Para isto o guarda-redes deve "aumentar” o seu tamanho, utilizando os braços e pernas, para no momento adequado tentar manter a bola sob seu controle. Nas situações em que o guarda-redes tiver que sair da área, deve definir rapidamente a jogada, eliminando a situação de perigo ou iniciando uma situação de contra-ataque. Para isto o guarda-redes deve ter a consciência de que actualmente ele pode-se tornar um libero na sua equipa. Podemos classificar em duas as saídas de baliza, sendo a saída baixa aquela realizada em queda lateral, ou aquela realizada com uma postura de contenção em posicionamento de defesa em pega baixa e a saída alta que utilizamos em duas situações: a primeira para interceptar bolas que descrevem trajectória alta sobre a área, realizando a defesa em pega alta ou em defesa em punhos (socar a bola); a segunda quando o guarda-redes sai da área para jogar com os pés.